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sexta-feira, 8 de abril de 2016

VARIAÇÕES ANATÔMICAS


Os livros de anatomia  descrevem (ao menos no início) a estrutura habitual do corpo isto é, o padrão mais comum. Às vezes, porém, a variação de determinada estrutura dentro do âmbito normal é tanta que o padrão mais comum é encontrado em  menos  da  metade  das  pessoas!  Não  raro,  os  estudantes  novatos  ficam  frustrados  porque  os  corpos  examinados  ou dissecados  não  são  iguais  ao  atlas  ou  texto  que  consultam  (Bergman  et  al.,  1988).  Os  estudantes  frequentemente desconhecem as variações ou causam danos acidentais ao tentarem obter uma aparência semelhante à mostrada nos livros. Portanto, devem-se esperar variações anatômicas ao dissecar ou examinar peças anatômicas.
  
Em um grupo aleatório de pessoas, a aparência física de cada uma é diferente. Os ossos do esqueleto variam não apenas em seu formato básico, mas também em detalhes menores da estrutura superficial. grande variação no tamanho, formato e modo de inserção  dos músculos.  Da mesma maneira,  os padrões  de ramificação  de veias,  artérias  e nervos são bastante desiguais. As veias são as que mais variam e os nervos, os que menos variam. A variação individual precisa ser levada em conta no exame físico, no diagnóstico e no tratamento.
  
A maioria das descrições neste texto pressupõe uma gama de variação normal. No entanto, muitas vezes a frequência de variação é diferente nos diversos grupos humanos, e as variações percebidas em uma população podem não ser aplicadas aos membros de outra. Algumas variações, como as que ocorrem na origem e no trajeto da artéria cística até a vesícula biliar, são clinicamente  importantes e qualquer cirurgião  que opere sem conhecê-las  certamente  terá problemas.  

Além das diferenças étnicas e sexuais, os seres humanos apresentam considerável variação genética,  como a polidactilia (dedos   extranumerários).   Aproximadamente   3%  dos  recém-nascidos   apresentam   uma  ou  mais   anomalias   congênitas significativas (Moore et al., 2012). Outros defeitos (p. ex., atresia ou obstrução do intestino) só são detectados quando surgem sintomas.  Na  verdade,  a  descoberta  de  variações  e  anomalias  congênitas  em  cadáveres  é  um  dos  muitos  benefícios  da atividade de dissecção, pois permite que os estudantes se conscientizem  da ocorrência de variações e tenham uma noção de sua frequência.


A s variões anatômicas são comuns e os estudantes devem esperar encontrá-las durante a dissecção. É importante conhecer a influência dessas variões no exame físico, diagnóstico e tratamento.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
  MOORE, K.L. - ANATOMIA ORIENTADA PARA A CLÍNICA, 6ªED, 
GUANABARA KOOGAN, 2011. 

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