Pesquisar

sexta-feira, 8 de abril de 2016

TERMINOLOGIA ANATÔMICA

A terminologia anatômica introduz e constitui uma grande parte da terminologia médica. Para se fazer compreender, é preciso se  expressar  claramente,  empregando  os  termos  apropriados  da  maneira  correta.  Embora  você  conheça  bem  os  termos comuns e coloquiais que designam as partes e regiões do corpo, deve aprender a terminologia anatômica internacional, que permite a comunicação  precisa entre profissionais de saúde e cientistas do mundo todo. Os profissionais de saúde também precisam conhecer os termos comuns e coloquiais que as pessoas usam ao relatar suas queixas. Além disso, deve ser capaz de usar termos que as pessoas compreendam ao explicar a elas seus problemas clínicos.
A terminologia  usada  neste  livro  está  de acordo  com  a nova  International  Anatomical  Terminology.  A Terminologia Anatômica (TA) lista os termos em latim e seus equivalentes em português (p. ex., o músculo do ombro é designado musculus deltoideus em latim e músculo deltoide em português). Infelizmente,  a terminologia usada habitualmente  na clínica pode ser diferente  da TA. Como essa discrepância  pode causar confusão,  o texto esclarece  termos que costumam  ser confundidos colocando as designações não oficiais entre parênteses quando os termos são usados pela primeira vez por exemplo, tuba auditiva (trompa de Eustáquio) e artéria torácica interna (artéria mamária interna). Os epônimos, termos que incorporam nomes de pessoas, não são usados na TA porque não indicam o tipo ou a localização das estruturas designadas. Além disso, muitos epônimos não são acurados, do ponto de vista histórico, na identificação da primeira pessoa a descrever uma estrutura ou sua função e não se adaptam a um padrão internacional. Ainda assim, os epônimos usados com frequência aparecem entre parênteses em todo o livro quando esses termos são usados pela primeira vez como ângulo do esterno (ângulo de Louis)
pois certamente você os encontrará nos seus anos de prática clínica. Observe que os epônimos não ajudam a localizar a estrutura no corpo.
Estrutura dos termos.  A anatomia  é uma ciência  descritiva  e requer termos para as muitas estruturas  e processos  do corpo. Como a maioria dos termos provém do latim e do grego, a linguagem pode parecer difícil inicialmente;  entretanto, à medida que se aprende a origem  dos termos,  as palavras  passam a fazer sentido.  Por exemplo,  o termo gaster  em latim significa estômago ou ventre. Consequentemente, a junção esofagogástrica é o local de união do esôfago ao estômago, o ácido gástrico é secretado pelo estômago, e o músculo digástrico é um músculo dividido em dois ventres.
Muitos termos fornecem informações sobre o formato, o tamanho, a localização ou a função de uma estrutura ou sobre a semelhança  entre  duas  estruturas.  Por  exemplo,  alguns  músculos  têm  nomes  descritivos  que  indicam  suas  principais características.  O músculo deltoide,  que cobre a ponta do ombro, é triangular,  como o símbolo de delta, a quarta letra do alfabeto grego. O sufixo -oide significa “semelhante”; portanto, deltoide significa semelhante a delta. Bíceps significa que tem duas cabeças e tríceps, que tem três cabeças. Alguns músculos são denominados de acordo com seu formato o músculo piriforme,  por exemplo, tem o formato de pera (L. pirum, pera + L.forma, formato).  Outros músculos são designados de acordo  com sua localização.  O músculo  temporal  está  na região  temporal do crânio.  Em alguns  casos,  os músculos  são descritos segundo as ações por exemplo, o levantador da escápula eleva a escápula. A terminologia anatômica emprega a lógica para designar os músculos e outras partes do corpo, e se você aprender seu significado e pensar nele quando estiver lendo e dissecando, será mais fácil lembrar-se dos termos.

Abreviações.  As abreviações dos termos são usadas para sintetizar a escrita nos prontuários e neste e em outros livros, como nos quadros de músculos,  artérias e nervos. As abreviações clínicas são usadas nas análises e descrições de sinais e sintomas. O aprendizado dessas abreviações também acelera as anotações. As abreviações anatômicas e clínicas comuns são incluídas  no texto  quando  é introduzido  o termo correspondente   por exemplo,  articulação  temporomandibular  (ATM). Listas das abreviações comuns podem ser encontradas nos apêndices de dicionários abrangentes (p. ex., Stedman Dicionário Médico, 27a ed.).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
  MOORE, K.L. - ANATOMIA ORIENTADA PARA A CLÍNICA, 6ªED, 
GUANABARA KOOGAN, 2011. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário