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sexta-feira, 8 de abril de 2016

SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO




O sistema esquelético pode ser dividido em duas partes funcionais (Figura I.11):

   O esqueleto axial é formado pelos ossos da cabeça (crânio), pescoço (hioide e vértebras cervicais) e tronco (costelas, esterno, vértebras e sacro)
   O esqueleto apendicular é formado pelos ossos dos membros, inclusive aqueles que formam os cíngulos dos membros superiores e dos membros inferiores.

                                                       CARTILAGEM E OSSOS


O esqueleto é constituído por cartilagens e ossos. A cartilagem é uma forma resiliente, semirrígida de tecido conjuntivo que compõe partes do esqueleto, onde é necessário mais flexibilidade por exemplo, no local onde as cartilagens costais unem as costelas ao esterno. Além disso, as faces articulares dos ossos que participam de uma articulação sinovial são revestidas por cartilagens articulares  que têm superfícies  de deslizamento  lisas e com baixo atrito para permitir  o livre movimento (Figura I.16A).  Os vasos sanguíneos  não penetram  na cartilagem  (i. e., ela é avascular);  consequentemente,  suas lulas obtêm oxigênio e nutrientes por difusão. A proporção de osso e cartilagem no esqueleto muda à medida que o corpo cresce; quanto mais jovem é uma pessoa, mais cartilagem ela tem. Os ossos de um recém-nascido são macios e flexíveis porque são compostos principalmente de cartilagem.
O osso, um tecido vivo, é uma forma gida e altamente especializada  de tecido conjuntivo que compõe a maior parte do esqueleto. Os ossos do esqueleto adulto proporcionam:

   Sustentação para o corpo e suas cavidades vitais; é o principal tecido de sustentação do corpo
   Proteção para estruturas vitais (p. ex., o coração)
   Base mecânica do movimento (alavanca)
   Armazenamento de sais (p. ex., lcio)
   Suprimento contínuo de novas lulas sanguíneas (produzidas pela medula óssea presente na cavidade medular de muitos ossos).

Um revestimento de tecido conjuntivo fibroso circunda cada elemento do esqueleto como uma bainha, exceto nos locais de
cartilagem articular; aquele que circunda os ossos é o periósteo (Figura I.15) e o que circunda a cartilagem é o pericôndrio. O periósteo e o pericôndrio nutrem as faces externas do tecido esquelético. São capazes de depositar mais cartilagem ou osso (sobretudo durante a consolidação de fraturas) e formam a interface para fixação de tendões e ligamentos.
Os dois tipos de osso são o osso compacto e o osso esponjoso (trabecular). São distinguidos pela quantidade relativa de material  lido  e pelo  número  e tamanho  dos espaços  que contêm  (Figura  I.12).  Todos  os ossos  têm  uma  camada  fina superficial de osso compacto ao redor de uma massa central de osso esponjoso, exceto nas partes em que o osso esponjoso é substituído por uma cavidade medular. Na cavidade medular dos ossos de adultos e entre as espículas (trabéculas) do osso esponjoso   medula  óssea  amarela  (gordurosa)  ou vermelha  (que produz  lulas  do sangue  e plaquetas)  ou ainda  uma associação de ambas.
A arquitetura e a proporção de osso compacto e esponjoso variam de acordo com a função. O osso compacto proporciona resistência  para sustentação  de peso. Nos ossos longos,  que são gidos e locais de fixação  dos músculos  e ligamentos,  a quantidade de osso compacto é maior próximo da parte média da diáfise, onde os ossos tendem a se curvar. Além disso, os ossos longos têm elevações (p. ex., túberes, cristas e tubérculos) que servem como contrafortes (suportes) onde se fixam os grandes músculos. Os ossos vivos têm alguma elasticidade (flexibilidade) e grande rigidez. 

                                       CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS



Os ossos são classificados de acordo com o formato.
   Os ossos longos são tubulares (p. ex., o úmero no braço)
   Os ossos curtos são cuboides e encontrados apenas no tarso (tornozelo) e no carpo (punho)




Figura I.11 Sistema esquelético.

   Os ossos planos geralmente têm funções protetoras (p. ex., ossos planos do crânio protegem o encéfalo)
   Os ossos irregulares têm vários formatos além de longos, curtos ou planos (p. ex., ossos da face)
   Os ossos sesamoides (p. ex., patela) se desenvolvem em alguns tendões e são encontrados nos lugares onde os tendões cruzam as extremidades  dos ossos longos nos membros; eles protegem os tendões contra o desgaste excessivo e muitas vezes modificam o ângulo dos tendões em sua passagem até as inserções.


                                 ACIDENTES E FORMAÇÕES ÓSSEAS



Os acidentes ósseos surgem em qualquer lugar onde haja inserção de tendões, ligamentos e fáscias ou onde haja artérias que penetrem nos ossos ou situem-se adjacentes  a eles. Outras formações ósseas ocorrem relacionadas com a passagem de um tendão (muitas vezes para direcionar o tendão ou melhorar sua ação de alavanca) ou para controlar o tipo de movimento em uma articulação. Alguns dos vários acidentes e estruturas dos ossos são (Figura I.13):



   Capítulo: cabeça articular pequena e redonda (p. ex., capítulo do úmero)

   Côndilo: área articular arredondada, que geralmente ocorre em pares (p. ex., côndilos lateral e medial do fêmur)
 
 
Figura I.12 Cortes transversais do úmero. A diáfise de um osso vivo é uma estrutura de osso compacto que circunda uma cavidade medular




Figura I.13 Acidentes e formões ósseas. Os acidentes ósseos aparecem nos locais de fixação dos tendões, ligamentos e fáscia. Outras formações estão relacionadas com as articulações, a passagem dos tendões e a propiciação de maior alavanca.

   Crista: crista do osso (p. ex., crista ilíaca)
   Epicôndilo: proeminência superior ou adjacente a um côndilo (p. ex., epicôndilo lateral do úmero)
   Fóvea:  área  plana  lisa,  geralmente  coberta  por  cartilagem,  onde  um  osso  articula-se  com  outro  (p.  ex.,  fóvea  costal superior no corpo de uma vértebra para articulação com uma costela)
   Forame: passagem através de um osso (p. ex., forame obturado)
   Fossa: área oca ou deprimida (p. ex., fossa infraespinal da escápula)
   Sulco: depressão ou escavação alongada (p. ex., sulco do nervo radial do úmero)
   Cabeça: extremidade articular grande e redonda (p. ex., cabeça do úmero)
   Linha: elevação linear (p. ex., linha para o músculo leo na tíbia)
   Maléolo: processo arredondado (p. ex., maléolo lateral da fíbula)
   Incisura: entalhe na margem de um osso (p. ex., incisura isquiática maior)
   Protuberância: projeção do osso (p. ex., protuberância occipital externa)
   Espinha: processo semelhante a um espinho (p. ex., espinha da escápula)
   Processo espinhoso: parte que se projeta semelhante a um espinho (p. ex., processo espinhoso de uma vértebra)
   Trocanter: elevação arredondada grande (p. ex., trocanter maior do fêmur)
   Tróclea: processo articular semelhante a uma roda ou processo que atua como roldana (p. ex., tróclea do úmero)
   Tubérculo: proeminência pequena e elevada (p. ex., tubérculo maior do úmero Figura I.13)
   Tuberosidade ou túber: grande elevação arredondada (p. ex., túber isquiático, tuberosidade ilíaca).


DESENVOLVIMENTO ÓSSEO


A maioria  dos ossos leva muitos  anos para crescer  e amadurecer.  O úmero,  por exemplo,  começa  a ossificar  no fim do período  embrionário  (8  semanas);  entretanto,  a  ossificação   se  completa  aos  20  anos.  Todos  os  ossos  derivam  do mesênquima (tecido conjuntivo embrionário) por dois processos diferentes: ossificação intramembranosa (diretamente do mesênquima) e ossificação endocondral (a partir da cartilagem derivada do mesênquima). A histologia (estrutura microscópica) de um osso é igual nos dois processos (Ross et al., 2011).

   Na ossificação intramembranosa  (formação de osso membranoso),   formação de modelos mesenquimais  dos ossos durante o período embrionário, e a ossificação direta do mesênquima começa no período fetal
   Na ossificação endocondral (formação de osso cartilaginoso),   formação de modelos cartilaginosos dos ossos a partir do mesênquima durante o período fetal, e depois a maior parte da cartilagem é substituída por osso.

Uma breve descrição da ossificação endocondral ajuda a explicar como crescem os ossos longos (Figura I.14). As lulas mesenquimais  se  condensam  e  diferenciam  em  condroblastos,   lulas  que  se  multiplicam  no tecido  cartilaginoso  em crescimento  e formam  um  modelo  cartilaginoso  do osso.  Na  região  intermediária do modelo,  a  cartilagem  calcifica  impregnada com sais de lcio) e crescimento de capilares periosteais (capilares da bainha fibrosa que circunda o modelo) para o interior da cartilagem calcificada do modelo ósseo, que irrigam seu interior. Esses vasos sanguíneos, junto com células osteogênicas (formadoras de osso) associadas, formam um broto periosteal (Figura I.14A). Os capilares iniciam o centro de ossificação  primário,  assim  denominado  porque  o tecido  ósseo  formado  substitui a maior  parte da cartilagem  no corpo principal do modelo ósseo. O corpo de um osso ossificado a partir do centro de ossificação primário é a diáfise, que cresce enquanto o osso se desenvolve. A maioria  dos  centros  de  ossificação  secundários  surge  em  outras  partes do osso  em  desenvolvimento  após  o nascimento;  as partes de um osso ossificadas  a partir desses centros são as epífises.  Os condrócitos  situados no meio da epífise sofrem hipertrofia, e a matriz óssea (substância extracelular) entre eles se calcifica. As artérias epifisiais crescem para o interior das cavidades em desenvolvimento com lulas osteogênicas associadas. A parte alargada da diáfise mais próxima da epífise é a metáfise. Para que o crescimento  continue, o osso formado a partir do centro primário na diáfise não se funde àquele  formado  a  partir  dos  centros  secundários  nas  epífises  até  o  osso  atingir  seu  tamanho  adulto. Assim,  durante  o crescimento de um osso longo, lâminas epifisiais interpõem-se entre a diáfise e as epífises (Figura I.14B). Essas lâminas de crescimento acabam sendo substituídas por osso nos dois lados, diafisário e epifisário. Quando isso acontece, o crescimento ósseo cessa e a diáfise funde-se com as epífises.  A bainha formada durante esse processo de fusão (sinostose)  é bastante densa e pode ser reconhecida no osso seccionado ou em radiografias como uma linha epifisial (Figura I.15). A fusão epifisial dos ossos ocorre progressivamente entre a puberdade e a maturidade. A ossificação dos ossos curtos é semelhante àquela do centro de ossificação  primário dos ossos longos, e apenas um osso curto, o calcâneo,  desenvolve um centro de ossificação secundário.


Figura I.14 Desenvolvimento e crescimento de um osso longo. A. A figura mostra a formação de centros de ossificação primários e secunrios. B. O crescimento em comprimento ocorre nos dois lados das lâminas epifisiais (setas de duas pontas). O osso formado a partir do centro primário na diáfise se funde ao osso formado a partir dos centros secunrios nas epífises quando alcança o tamanho adulto. Quando o crescimento cessa, a lâmina epifisial é substituída por uma sinostose (fusão óssea), observada como uma linha epifisial nas radiografias e no osso seccionado.

VASCULATURA E INERVAÇÃO DOS OSSOS


Os ossos têm um suprimento abundante de vasos sanguíneos. As mais visíveis são as arrias nutrícias (uma ou mais por osso) que surgem como ramos independentes de artérias adjacentes fora do periósteo e seguem obliquamente através do osso compacto da diáfise de um osso longo através dos forames nutrícios.  A artéria nutrícia divide-se na cavidade medular em ramos longitudinais que prosseguem em direção às extremidades, irrigando a medula óssea, o osso esponjoso e as partes mais profundas do osso compacto (Figura I.15). No entanto, muitos pequenos ramos das artérias periosteais são responsáveis pela nutrição da maior parte do osso compacto. Consequentemente, um osso cujo periósteo é removido morre.


 

        Figura I.15 Vasculatura e inervação de um osso longo.


                                                                                                                                                              O sangue chega aos osteócitos (células ósseas) no osso compacto por meio de sistemas haversianos ou ósteons (sistemas de  canais  microscópicos)  que  abrigam  pequenos  vasos sanguíneos.  As  extremidades  dos  ossos  são  irrigadas  por  artérias metafisiais  e epifisiais que se originam principalmente  das artérias que suprem as articulações.  Nos membros, essas artérias costumam fazer parte de um plexo arterial periarticular que circunda a articulação e assegura o fluxo sanguíneo distal a ela, seja qual for a posição assumida.
As veias acompanham as artérias através dos forames nutrícios. Muitas grandes veias também saem através de forames situados  próximo  das extremidades  articulares  dos ossos.  Os ossos que contêm  medula  óssea vermelha  têm muitas  veias calibrosas. Os vasos linfáticos também são abundantes no periósteo.

Ossos acessórios (supranumerários)


Os ossos acessórios (supranumerários) se formam quando existem centros de ossificação suplementares. Muitos ossos se desenvolvem a partir de vários centros de ossificação e as partes separadas normalmente se fundem. À s vezes um desses centros não se funde ao osso principal, levando ao surgimento de um osso extra. A avaliação

cuidadosa mostra que o aparente osso extra é uma parte que falta ao osso principal. Á reas circunscritas de osso são observadas com frequência ao longo das suturas do crânio onde os ossos planos se tocam, sobretudo relacionadas com o osso parietal. Esses ossos pequenos, irregulares e vermiformes são ossos suturais (ossos wormianos). É importante saber que os ossos acessórios são comuns no pé, para evitar confundi-los com fragmentos ósseos em radiografias e outras técnicas de imagem.
   
Ossos heterotópicos

À s vezes surgem ossos nos tecidos moles, onde » § normalmente não existem (p. ex., em cicatrizes). É comum nos jóqueis o surgimento de ossos heterotópicos nas coxas (ossos de jóquei), provavelmente porque a sobrecarga muscular crônica causa pequenas áreas de hemorragia que se calcificam e, por fim, sofrem ossificação.


Trauma e alterações ósseas



Os ossos são órgãos vivos que causam dor quando lesados, sangram quando fraturados, remodelam-se em resposta aos estresses sofridos e modificam-se com a idade. Como outros órgãos, os ossos têm vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos, e podem adoecer. Os ossos não usados, como ocorre na paralisia de um membro, sofrem atrofia (diminuição do tamanho). O osso pode ser absorvido, o que ocorre na mandíbula quando são extraídos dentes. Os ossoshipertrofiam (aumentam) quando sustentam maior peso durante um longo período. O trauma pode fraturar o osso. A  consolidação adequada da fratura requer a reunião das extremidades fraturadas, aproximando-as de sua posição normal. Isso é denominado redução de uma fratura. Durante a consolidação óssea, os fibroblastos (lulas de tecido conjuntivo) adjacentes proliferam e secretam colágeno, com formação de um calo ósseo para manter os ossos unidos (Figura BI.4). Há remodelagem óssea na área de fratura e o calo se calcifica. Finalmente, o calo é reabsorvido e substituído por osso. Depois de alguns meses, restam poucos sinais da fratura, principalmente em jovens. A s fraturas são mais comuns em crianças do que em adultos em virtude da associação de sua agitação descuidada ao fato de terem ossos mais finos, em fase de crescimento. Felizmente, muitas vezes são fraturas em galho verde (rupturas incompletas causadas por curvatura dos ossos). Nos ossos em crescimento, a consolidação das fraturas é mais rápida do que nos ossos de adultos.




Figura BI.4
Osteoporose

Durante o processo de envelhecimento, há diminuição dos componentes orgânicos e inorgânicos do osso, frequentemente resultando em osteoporose, uma redução da densidade óssea, ou atrofia do tecido ósseo (Figura BI.5). A ssim, os ossos tornam-se frágeis, perdem a elasticidade e sofrem fraturas com facilidade. Os métodos de imagem são usados para avaliar a massa óssea normal e diminuída (ver seção sobre Técnicas de Imagem, ao fim desta Introdução).







 

Figura    BI.5


Punção do esterno
O exame da medula óssea fornece informões úteis para avaliação de doenças hematológicas. Como está localizado logo abaixo da pele (isto é, é subcutâneo) e é facilmente acessível, o esterno é um local usado com frequência para coleta de medula óssea. Durante a punção do esterno, uma agulha de grande calibre é inserida através do fino osso cortical até chegar ao osso esponjoso. Uma amostra de medula óssea vermelha é aspirada com uma seringa para exame laboratorial. O transplante de medula óssea é usado às vezes no tratamento da leucemia


Crescimento ósseo e avaliação da idade

O conhecimento da localização, dos períodos de surgimento, da velocidade de crescimento e dos períodos de fusão (períodos de sinostose) dos centros de ossificação é importante nos campos da medicina cnica, medicina legal e antropologia. Um parâmetro geral de crescimento durante a lactância, infância e adolesncia é indicado pela idade óssea, determinada em radiografias (imagens negativas nas imagens por raios X). É possível determinar a idade de uma pessoa jovem mediante estudo dos centros de ossificação nos ossos. Os principais critérios são: (1) o surgimento de material calcificado na diáfise e/ou nas epífises e (2) o desaparecimento da linha radiotransparente (escura) que representa a lâmina epifisial (a ausência dessa linha indica que houve fusão das epífises; a fusão de cada epífise ocorre em épocas específicas). Nas meninas, a fusão das epífises com a diáfise ocorre 1 a 2 anos mais cedo do que nos meninos. A determinação da idade óssea pode ser útil para prever a altura na vida adulta em adolescentes com amadurecimento precoce ou tardio. A avaliação da idade óssea também ajuda a determinar a idade aproximada de restos ósseos humanos em situões médico-legais.

Efeitos da doença e da alimentação sobre o crescimento ósseo
A lgumas doenças causam fusão precoce das epífises (período de ossificação) em comparação com o que - é normal para a idade cronológica da pessoa; outras doenças resultam em fusão tardia. O esqueleto em crescimento é sensível a doenças  relativamente  brandas  e transitórias  e a períodos  de desnutrição.  A proliferação  de cartilagem  nas metáfises diminui em períodos de inanição e doença, mas a degeneração das lulas cartilaginosas nas colunas continua, produzindo uma linha densa de calcificação provisória. Mais tarde, essas linhas transformam-se em osso com trabéculas espessas, ou linhas de parada do crescimento

Deslocamento e separação da epífises

em o conhecimento do crescimento ósseo e da aparência dos ossos em radiografias e outras imagens diagnósticas em várias idades, uma lâmina epifisial deslocada poderia ser confundida com uma fratura, e a separação de uma epífise poderia ser interpretada como um fragmento deslocado de um osso fraturado. O conhecimento da idade do paciente e da localização das epífises evita esses erros anatômicos. A s margens da diáfise e epífise são suavemente curvas na região da lâmina epifisial. A s fraturas ósseas sempre deixam uma borda afiada, frequentemente irregular, de osso. Uma lesão que causa fratura em um adulto geralmente causa o deslocamento da epífise na criança



Necrose avascular


A perda do suprimento arterial de uma epífise ou de outras partes de um osso resulta na morte do tecido ósseo necrose avascular. A pós toda fratura há necrose de pequenas áreas do osso adjacente. Em algumas fraturas, ocorre necrose avascular de um grande fragmento de osso. Vários distúrbios cnicos das epífises em crianças são causados
por necrose avascular de etiologia desconhecida. Esses distúrbios são chamados de osteocondroses.
 


 Pontos-chave 





O sistema esquelético é dividido em esqueletos axial (ossos da cabeça, pescoço e tronco) e apendicular (ossos dos membros). O esqueleto propriamente dito é formado por vários tipos de tecido: cartilagem, um tecido conjuntivo semirrígido; osso, uma forma rígida de tecido conjuntivo que oferece suporte, proteção, movimento, armazenamento (de alguns eletrólitos) e síntese de lulas do sangue; persteo, que circunda os ossos, e pericôndrio, que circunda a cartilagem, propiciam nutrição a esses tecidos e são os locais de formação de nova cartilagem e osso. Dois tipos de osso, esponjoso e compacto, são distinguidos pela quantidade de material sólido e pelo tamanho e mero de espos que contêm. Os ossos são classificados em longos, curtos, planos, irregulares ou sesamoides. A o descrever a estrutura de ossos individuais, são usados termos padronizados que descrevem estruturas e acidentes ósseos específicos. A maioria dos ossos leva muitos anos para crescer. Os ossos crescem através de processos de: ossificação intramembranosa, na qual são formados modelos de osso mesenquimal durante os períodos embrionário e pré-natal, e ossificação  endocondral,  na  qual  são  formados  modelos  de  cartilagem  durante  o  período  fetal,  com  a  subsequente substituição da maior parte da cartilagem por osso após o nascimento.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
  MOORE, K.L. - ANATOMIA ORIENTADA PARA A CLÍNICA, 6ªED, 
GUANABARA KOOGAN, 2011. 


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